quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Um eterno retorno, um diário incerto, uma história a ser escrita


Quase oito meses depois da fênix ser o meu lema de vida (leia aqui) eu voltei para escrever! Um turbilhão de mudanças aconteceram na minha vida nesse período. Muitas alegrias, algumas decepções e um bocado de esperança. Não é que a tal fênix me pegou de jeito?
Devo dizer que nesse período aprendi muito sobre as pessoas e principalmente sobre mim mesma. Fiz várias retrospectivas sobre a minha vida durante esse período e nossa, foram tantas mudanças. Todas elas inevitáveis...
"Fundei" esse blog aos 15 anos (isso foi em 2009) com a pretensão de escrever coisas aleatórias que me amarguravam rotineiramente. Sempre fui solitária, de poucos amigos. Se é, então, para por estereótipos: eu era aquela típica adolescente nada popular do colégio. Era a baixinha, a nerd, a garota que andava sempre com maquiagem forte e preta nos olhos e que todo mundo achava esquisita. Mas isso não importa. Falemos do blog então: desde nova eu tinha queda por leitura e escrita. Lembro-me que eu anotava meus pensamentos num caderno da escola que eu não usava pra nada, além de escrever frases que me surgiam a cabeça, cartas a mim mesma e citações pelas quais eu nutria uma paixão quase platônica. Antes do Monólogo SobreViver ter esse nome e passar por uma remodelação completa de layout e de postagens ele era conhecido como "A Doce Tortura das Ilusões". Não sei de onde eu tirei esse nome. Só sei que eu sempre tive uma imaginação muito fértil e me iludia com muitas coisas... Talvez daí venha a tortura...
Tinha muitos textos, poemas, algumas letras de músicas bem representativas pra mim emocionalmente etc. Um dia eu surtei e apaguei tudo. Aquela não era mais eu e sim um passado que eu queria muito esquecer. Dito e feito. Esqueci.
Em 2013 então reativei o blog e coloquei textos de uma nova fase e revivi (mesmo que pouco) o meu desejo da escrita. Esse ano, infelizmente devido a circunstâncias acadêmicas foi muito difícil sequer visitar esse cantinho. Sei que ficou abandonado demais e peço mil desculpas a quem um dia quis ler mais algum escrito dessa criatura aqui.
Acho que está ficando um pouco grande, deve ser porque eu estou ansiosa pra escrever de novo aqui, pra contar como anda a minha vida, os meus sonhos (que continuam muitos), portanto, vou resumir: Voltei. Eu sei que já disse isso mil vezes, mas é como diz o título deste post: é um retorno eterno, um diário incerto, uma história a ser escrita. Deixe-me escrevê-la então. Acompanhe-me nessa jornada. Venha me conhecer, venha se conhecer, venha conhecer o mundo. Deixe essa pobre literatura apresentar-lhe as minhas mais diversas definições.

Seja, então, bem vindo a um novo mundo,
Caroline
 
 
PS: O blog passará por mudanças. Pelo menos esteticamente. Dessa vez não vou apagar nada, prometo :)

domingo, 9 de março de 2014

Quase Fênix

Há alguns dias atrás andei me recordando daqui. Minha rotina me toma mais tempo do que eu gostaria e mal tenho tempo pra mim. Não, não estou reclamando. Longe de mim! Gosto da minha rotina e sinto prazer em acordar cedo. Mas isso não vem ao caso, portanto, de volta ao início: O mundo estava girando e lá estava eu olhando para uma folha em branco do meu caderno. Não havia nenhuma pretensão em preenchê-la. Não colocaria meus garranchos, não faria um desenho (daqueles que eu reluto em terminar). Lá estava eu, apenas a admirar a beleza da minha folha em branco...
Pode parecer desconexo, mas foram uns dos minutos mais bem gastos da minha vida. Folhei meu caderno com cada vez mais pressa, e notei que tudo estava em branco. Tudo! Não havia um risco sequer...
E era exatamente assim que eu estava me sentindo... Minha vida estava em branco. Depois de semanas mergulhadas num dos meus piores isolamentos emocionais eu olhei pro meu caderno e renasci. Era preciso escrever nele, assim como era preciso escrever o meu amanhã. Continuar estagnada não ia me levar a lugar algum. Assim como não escrever nas folhas daquele caderno seria um belo desperdício...
E foi o que eu fiz. Comecei a partir de então a escrever a minha trajetória, de uma forma que eu nunca havia feito antes. Hoje, sinto prazer em viver, em acordar e em ser quem eu sou. Nunca senti um ar tão puro quanto o que eu sinto hoje.
Descobri, então, que o mundo não era o problema. As pessoas não eram o problema. O problema era eu e a minha estagnação. Minha insatisfação com o Universo e o meu reclamar constante sobre a minha vida, sem sequer fazer nada pra mudá-la.
Quem vos escreve hoje é alguém que, diferentemente das outras vezes, renasceu sem cinzas. Renasceu do branco do papel, do grafite do lápis. Quase uma fênix. Uma nova mulher...

PS: Uma folha branca é capaz de seduzir. Ela clama ser riscada, amassada e usada por qualquer um. Não existe preconceito. Ela só quer se embelezar com o teu traço. Portanto, risque, rabisque, abuse da criatividade! A folha não irá te julgar, irá te aplaudir de pé. Uma folha em branco não representa um vazio, e sim um começo - Caroline de Oliveira



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Cheia de vazio


Um dia o vento soprou forte
E levou consigo toda a dor.

Um vazio se estabeleceu.
Vazio, vazio e vazio.
Cada vez mais vazio, mais sombrio.

E nos cantos escuros pensava-se
E parava, e olhava...
E ela só queria ser,
Ter,
Viver...

Mas com o vazio ninguém vive,
No vazio nada há,
No vazio ninguém é, ninguém pode ser.

E no pavor em repetir, reprisar e errar
Deixou-se pelo escuro consumir
E no negro se perder...
Até que o vazio gritou, rugiu!

Os olhos queimaram
E os travesseiros estavam em chamas
A noite nunca fora tão longa!

Até que pela manhã surgiu um par de Olhos.
Olhos sorridentes e doces
Carinhosos por si só e ainda mais cheios.
Tão cheios que o vazio já não estava mais lá...

Caroline de Oliveira